SABEDORIA Acumulada
Ideias, Pensamentos, Reflexões, Conceitos, Dúvidas e Críticas.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
sábado, 5 de maio de 2018
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Oscar Niemeyer - entrevista inédita
Foto: Nelson Perez/Valor
Foto: Nelson Perez/Valor.
Foto: Acervo Agência Estado/AE.
Foto: Nelson Perez/Valor.
Entrevista publicada originalmente no Jornal do Brasil, 06
de dezembro de 2012.
Oscar Niemeyer - entrevista inédita: projetos, política,
amigos e vida.
Por Marcelo Auler.
"Eu acho a vida uma merda, apesar de seus encantos. Já
nascemos condenados”. O desabafo foi feito por Oscar Niemeyer, em maio de 2011.
Ao questionar ao que estávamos
condenados ao nascer, fiquei surpreso com a resposta: “a desaparecer”,
desabafou o arquiteto que àquela altura já acumulava 103 anos muito bem vividos
e ainda reclamava como se a morte lhe estivesse próxima. No seu caso, a
“sentença” demorou 19 meses para ser cumprida. Ao morrer na noite de
quarta-feira, Niemeyer já contabilizava 104 anos e 355 dias ou, mais
precisamente 37.986 dias, contando com os dias 29 de fevereiro dos anos
bissextos. Pode não ter sido um recorde mas, sem dúvida, foi uma experiência
fantástica.
Apesar disto, nesta entrevista que foi gravada pelas câmaras
da TV Brasil e jamais divulgadas, na qual a proposta inicial era falarmos de
Darcy Ribeiro, Niemeyer declarou que com mais de cem anos, uma obra admirada
mundialmente, inúmeros prêmios recebidos, ele achava que lhe faltaram momentos
importantes na vida. Na conversa, ele falou um pouco sobre tudo. Da amizade e
do respeito que tinha por Darcy, à sua admiração Leonel Brizola mas, apesar da
voz baixa, se empolgava ao falar de Luiz Inácio Lula da Silva Lula e, embora
não tenha querido compará-los, não titubeou em mostrar a diferença entre ele e
Juscelino Kubitschek de Oliveira, seu grande amigo.
Como não poderia deixar de ser, reafirmou sua posição de
comunista, que manteve até seus últimos dias, e lembrou as perseguições no
período da ditadura: “Me lembro que fui chamado na polícia umas duas ou três
vezes. Na última, eu vinha da Europa”. Em seguida, resumiu: “Não sofri, como outros amigos que foram
presos, apanharam, conheceram a tortura. Nada disto ocorreu comigo. Eles tinham
prazer em me levar para a polícia e fazer inquérito.
Ao falar de suas obras, lembrou da Igreja de São Francisco
de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte (MG), como aquela que mais se
aproximou do projeto original. Ainda defendeu os Cieps, como “algo que ia
revolucionar o ensino” e o Sambódromo, lamentando apenas que tenham acabado com
as salas de aula que funcionavam nos camarotes, durante o ano letivo. No fim,
resumiu: ”Sambódromo é a festa, feito carnaval, a festa do povo”.
Na conversa um comentário de Niemeyer pode ser entendido como uma receita de um
homem que se dizia comunista e ateu, para o sucesso de sua passagem entre nós
:“ a vida é mulher do lado e o resto seja o que Deus quiser”.
Nesses cem anos que o senhor já viveu, qual o momento mais
importante? O que mais o marcou?
Ah, não tive momento importante. Se existiram, certamente não foi na
Arquitetura. Foi alguma coisa que na vida me emocionou.
O que mais lhe emocionou na vida?
Sei lá. A vida é tão difícil. O mundo não é alegre não, o
mundo é uma merda. A gente tem que lutar por viver, já nasce condenado. Eu não
sou... não acho que a vida seja tão fundamental.
Mas a sua vida foi sempre muito fantástica.
É o que vivi, o que pude fazer, tentei fazer.
O senhor continua fazendo, aos 100 e poucos anos....
Eu gosto de trabalhar, estou um pouco absorvido pela
Arquitetura, mas gosto de ficar parado também, ficar pensando nas coisas.
Lembrar que o mundo podia ser melhor, os homens podiam ser mais generosos. Um
olhar o outro com mais fraternidade. Mas isto tudo o partido (comunista)
oferece, e com uma ideia justa. Um dia vai ser realizado.
O senhor é um arquiteto reconhecido mundialmente. Qual das
suas obras mundiais lhe trouxeram mais orgulho?
A melhor obra que fiz na Europa é a que foi inaugurada
agora, na Espanha. É uma praça enorme, com um grande auditório e um museu (N.R.
Trata-se do Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, na cidade de Avilés).
Então, contou muito lá na vida dos espanhóis. Tem sido muito visitada, é uma
obra muito bem construída Talvez eu pudesse dizer que foi o melhor que já fiz.
Mas os franceses também lhe respeitam muito.
Não tem nada que respeitam, mas eles gostam do meu trabalho.
Lá na França, o que o senhor acha que mais chamou a atenção?
Se eu tivesse que
sair do Brasil iria para a França. É um país fabuloso, o povo é amável,
inteligente, progressista. Me sinto bem
na França, tive o apoio do Partido Comunista de lá, fiz a sede do partido e
tive a sorte de encontrar o Andre Malraux, ministro da Cultura de De Gaulle.
Fui para a França de navio, quando arrebentou o golpe militar no Brasil de
1964. Então eles invadiram meu apartamento e meu escritório. Quando o Malraux
soube o que estava acontecendo, durante minha viagem à França, ele logo
conseguiu um decreto do De Gaulle, que me autorizava ficar no país o quanto eu
quisesse como arquiteto francês.
Foi o de Gaulle quem lhe deu este decreto....
Dele mesmo, ele propôs ao Malraux. De modo que eu tive mais
contato com o ministro, um sujeito inteligente, encantador. Ele me ajudou
muito, participava das exposições que eu fizesse. Foi uma figura importante
para mim.
De todos os seus projetos, qual o que o senhor considera que
teve o resultado mais próximo do que pensou quando projetou?
Talvez um projeto pequenino, da Igreja da Pampulha, do
Juscelino. Ele queria fazer uma Igreja, chamou um arquiteto e não gostou, então
me convidou. Aí que eu conheci o Juscelino e a Igreja da Pampulha teve um
sucesso que mudava completamente a concepção de uma Igreja: era um prédio
moderno, chamei pintores e escultores para trabalharem comigo no projeto. Foi
uma obra feita no sentido de englobar arquitetura, pintura e escultura. Me deu
um pouco mais de prosperidade de prosseguir no trabalho.
O senhor conheceu Lula na época em que ele era o líder
operário. Qual sua opinião sobre o ex-presidente?
Ele é amigo do povo, eu o conheci muito tempo atrás. Era a
mesma figura, cheia de entusiasmo, querendo fazer as coisas. Uma figura
fantástica. Acho que para o Brasil, é o Lula que nos permite hoje sorrir um
pouco. Hoje a vida é tão difícil, né?
Entre o Juscelino e o Lula quem o senhor acha que fez mais
pelo país?
Não quero comparar.
O senhor foi amigo de ambos, não?
É lógico. Juscelino também era cheio de entusiasmo. Mas a
vantagem do Lula tem é que ele veio do nada, era operário. Ele cresceu na luta
política, lutando pela vida, até se transformar em um líder político da maior
importância, aceito no mundo inteiro. Todo mundo respeita o Lula.
E o senhor acha que a Dilma vai pelo mesmo caminho?
Acho que ela deve ir,
né?
Mas é difícil ela seguir a trilha do Lula, não?
Pois é, mas Dilma tem contato bom com Lula. Eu acho que ela
vai caminhar bem.
O senhor está gostando do que ela está fazendo?
Estou, por enquanto não tenho nada a reclamar.
Quando Darcy Ribeiro acompanhou Brizola na campanha para a
presidência, em 1989, ele foi ao Rio Grande do Sul e todos falavam do marido da
Dilma, Carlos Augusto, líder do PDT. Mas Darcy teria dito ‘vocês não sabem
nada, ele é bom, mas a mulher dele é melhor ainda’.
Que falta de respeito...(risos)
Não, disse que a mulher era muito mais inteligente...
Ah, sim.
E se referia à Dilma. Darcy nunca comentou nada com o senhor
a respeito da Dilma?
Não. Darcy era tão inteligente, tinha uma formação tão
humana, que inspirava toda a confiança.Tinha aquele entusiasmo pelo índio,
escrevendo, indo para lá no meio deles, dando uma importância enorme,
procurando defender. O Darcy foi uma grande figura. Tivemos muito contato, ele
era meu amigo. Fiz até uma casa para ele em Maricá. Quer dizer, foi ele quem
fez a casa. Quando fui desenhar, já estava desenhada. Em todo caso, ele usou a
casa em um período em que estava muito feliz, muito contente com a vida, cheio
de sonhos. Seu livro, Brasileiros, foi muito bem feito, correto, na análise das
coisas. Um brasileiro ilustre, brasileiro da maior importância foi o Darcy.
O senhor chegou a dirigir a Faculdade de Arquitetura?
Acho que foi na época em que fui retirado de lá pelos
militares e quem assumiu meu lugar foi o Sérgio Bernardes (N.R. Niemeyer fez
uma pequena confusão, quem o substituiu foi Ítalo Campofiorito).
O Campofiorito conta que a polícia chegou lá na UnB
procurando o senhor. O senhor não estava, perguntaram quem o substituía e aí o
levaram preso.
(rindo) Nem sabia disto.
Não?
A pressão da direita era permanente, mas não me lembro
destes detalhes não. Me lembro que fui chamado na polícia umas duas ou três
vezes. Na última, eu vinha da Europa, tinha ficado lá por dois anos e quando
voltei pensei que tinham me esquecido. Mas não. Ainda me prenderam e me levara
para a Polícia Central,
Para o Dops?
É, mas não posso me queixar, porque só me incomodaram. Não
sofri, como outros amigos que foram presos, apanharam, conheceram a tortura.
Nada disto ocorreu comigo. Eles tinham prazer em me levar para a polícia e
fazer inquérito.
O senhor trabalhou com o Darcy Ribeiro no projeto dos Cieps,
do Museu da América Latina e da Universidade Norte Fluminense. Qual destes foi
o mais importante para o senhor?
O mais importante para nós era o projeto dos Cieps. Era algo
que ia revolucionar o ensino. O Darcy lutou, o Brizola lutou, todo mundo lutou
para fazer funcionar. Mas ele nunca foi desenvolvido como poderia ter sido. Era
uma maneira simples de conduzir a juventude para o conhecimento.
O senhor acha que não houve continuidade meramente por
questões políticas?
Não houve tempo de se consolidar e o governo compreender que
era um projeto indispensável. De modo que acabou de repente. Mais importante do
que o prédio era ideia. Mas não sei como está funcionando no momento do ponto
de vista do ensino.
E a UNB não foi um passo importante no ensino universitário
brasileiro?
No começo foi. Eu fiz o projeto, era um projeto parecido com
o espírito de arquitetura do que eu fiz em Paris. De modo que era uma coisa que
ia funcionar muito bem. Mas não foi bem conduzido.
E depois, quando o Cristovam Buarque assumiu, não voltou ao
eixo do que era para ser?
Não. Eu acho que a universidade foi mal construída. Mas está
servindo, está atualizando o ensino.
Como foi seu projeto da Universidade da Argélia?
Foi tudo feito com muito coração, muita vontade de fazer bem
feito, de ser útil. De modo que a coisa corria bem, com uns tropeços
inevitáveis de vez em quando, uma coisa que ocorre, mas quando a direção é
firme, a obra se faz bem. Agora eu fiz um projeto na Espanha que é um sucesso,
são dois grandes prédios: um teatro e um museu e uma praça fantástica. De modo
que quando a coisa tem bom acolhimento e boa orientação, o trabalho satisfaz e
a gente fica satisfeito. Senão ficamos lembrando só do que estava no papel.
O Sambódromo surgiu na cabeça de quem primeiro, do senhor ou
do Darcy?
Na minha não foi, deve ter sido na dele. Eu fiz o desenho. A
gente conversava, ele explicava o que queria. Fiz o estudo, ele modificou o que
quis. E a obra está feita, e é útil realmente. Sambódromo é a festa, feito
carnaval, a festa do povo.
A ideia das salas de aula nos camarotes no resto do ano
começou no início do projeto, ou surgiu no meio do caminho?
Foi ideia do Darcy. Me lembro que quando o prefeito da
França esteve aqui, fomos mostrar o Sambódromo para ele. Quando eu disse que
embaixo ficavam as salas de aula ele ficou espantado. “Que ideia formidável,
aproveitar esta correia imensa para levar cultura ao país”, ele comentou.
Mas depois parou, também.
Não, agora vai continuar. Com certeza o Lula vai manter as
escolas no subsolo. Pelo menos é um gesto corajoso de entusiasmo. Ninguém
pensou em fazer o estádio com as aulas embaixo, só mesmo o Darcy poderia ter
uma ideia dessas. Nesta nossa pequena conversa, você me deu uma ideia
importante. O negócio das salas de aula devia ser mantido embaixo dos estádios.
Quem influenciava mais quem, o Darcy influenciava mais o
Brizola ou o Brizola influenciava mais o Darcy?
Acho que o Darcy era mais o intelectual. E Brizola era um
homem corajoso, correto e tinha vontade de fazer as coisas. Teria feito muito
mais se não tivesse tido tanto problema. Tenho a maior admiração pelo Brizola,
era um brasileiro ilustre, corajoso, sabia fazer apolítica.
Uma vez o Pasquim lhe perguntou como era sua relação com as
mulheres...
Eu disse, a vida é mulher do lado e o resto seja o que Deus
quiser. Eles acharam muita graça e é verdade. Você tem que ter mulher do lado,
não é? A vida é difícil, o sujeito luta para fazer a vida ficar melhor e mais
generosa. Mas você despede dos amigos. Eu acho a vida uma merda, apesar de seus
encantos. Já nascemos condenados.
Condenados ao quê?
A desaparecer.
Texto e imagens reproduzidos do site: elfikurten.com.br
segunda-feira, 13 de março de 2017
sexta-feira, 1 de maio de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Florestan Fernandes: O Mestre
Publicado em 16 de abr de 2013.
Playlist: História, Brasilidade e Filosofia.
A vida e a obra de Florestan Fernandes (São Paulo, 22 de
julho de 1920 — São Paulo, 10 de agosto de 1995) - engraxate, garçom,
professor, deputado e constituinte -, são retratadas no documentário
"Florestan Fernandes -- O Mestre", dirigido por Roberto Stefanelli,
galardoado em 2004 com o prêmio 'Vladimir Herzog', a mais importante premiação
jornalística da área de direitos humanos do Brasil.
"Para o professor Antônio Cândido ele foi o único
grande homem de sua geração; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala do
amigo com a reverência de um filho para um pai, inclusive nas discordâncias; os
ministros José Dirceu e Luiz Gushiken lembram do político como dois discípulos
de sua conduta, acrescida de uma dose de pragmatismo; o ex-ministro Jarbas
Passarinho sustenta que discordavam ideologicamente, mas os unia a afinidade
intelectual; a professora Mirian Limoeiro sustenta que ele fez da sociologia
uma ciência; o deputado Ivan Valente fala do marxista aberto a todas as
discussões; seu filho, Florestan Fernandes Júnior, lembra do eterno otimista.
Todos estão juntos no documentário.
Durante 50 minutos são percorridos os caminhos mais duros da
sua infância do Brás, por onde andou carregando sua caixa de engraxate em direção
ao centro histórico e às portas dos grandes cinemas, ou subindo o morro dos
Ingleses, para entregar ternos nas mansões da burguesia paulista. Trabalhava
como garçom quando, aos 17 anos, resolveu cursar o que na época era chamado
madureza, hoje supletivo, para despontar depois na primeira geração de
professores brasileiros da Universidade de São Paulo (USP) e ser considerado o
maior sociólogo brasileiro, uma referência internacional na sociologia.
Eleito duas vezes pelo PT, era um ícone na Câmara dos
Deputados, sempre tratado de professor. Foi aluno de Roger Bastide e Claude
Lévi-Strauss, professor de Fernando Henrique Cardoso e Otávio Ianni, colega de
Antônio Cândido e Hermíno Sachetta, com que trilhou o trotskismo.
Suas primeiras grandes obras, das mais de 50 que publicou,
foram sobre a sociedade dos índios Tupinambá, tribos da faixa litorânea
praticamente extintos desde o século XVII. Elas se tornaram uma referência para
a sociologia em geral e para sua vida em particular. Sobre sua formação escreveu:
"...descobri que o 'grande homem' não é o que se impõe aos outros de cima
para baixo, ou através da história; é o homem que estende a mão aos semelhantes
e engole a própria amargura para compartilhar a sua condição humana com os
outros, dando-se a si próprio, como fariam os meus tupinambá".
Florestan Fernandes morreu aos 75 anos, em 10 de agosto de
1995, vítima de dois erros médicos no Brasil".
Documentário disponibilizado pela TV Câmara e aqui
reproduzido de acordo com os termos de uso da referida emissora.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Não me delete, por favor
Não me delete, por favor.
Publicado em Artes e ideias por Luciana Chardelli.
“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo.”
(Zygmunt Bauman)
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um
tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir.
Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente
necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que
experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar,
comprar e comparar.
O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato.
A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar
profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que
se está fazendo.
Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não
gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio.
Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a
harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que
terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações
começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e
frases de efeito. Não existe a troca vivida.
Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor,
vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que
se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.
O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de
secreta angustia. Filosoficamente a angustia é o sentimento do nada. O corpo se
inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna
vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.
Foto e texto reproduzidos do site:
lounge.obviousmag.org/luciana_chardelli
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Site do Professor Victor Henrique Paro
Clique no link abaixo para ter acesso ao site do Professor Victor Paro:
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
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